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[Crítica] Attack on Titan - Parte 1 (2015): uma adaptação sangrenta, grandiosa... e irregular


Nome Original: Shingeki no Kyojin - The Movie: Part 1
Ano: 2015
Duração: 1 hora e 38 minutos
Direção: Shinji Higuchi
Frase que resume o filme: Você será devorado mais rápido se não for virgem.

Olá, pessoas! Lucas aqui. Hoje a crítica é de uma das adaptações de mangá e anime mais esperadas dos últimos dois anos, "Attack on Titan".

Na trama, há décadas, a humanidade foi quase exterminada pelo súbito aparecimento de seres humanoides gigantes, conhecido como Titãs. Os Titãs são criaturas que, aparentemente, possuem pouca inteligência, mas, com uma força bruta quase insuperável, têm como principal objetivo devorar seres humanos, sem nenhum motivo aparente para isso. Durante 107 anos, as cidades fortificadas por detrás das muralhas foram testemunhas de ataques sem sucesso dos Titãs. Assim, um pequeno grupo de seres humanos sobreviveu no interior das muralhas protegidos por paredes superiores a três vezes a altura dos maiores Titãs registados até a data.

Numa grande cidade localizada na parte periférica da Muralha, mora Eren (Haruma Miura) e seus amigos, Mikasa (Kiko Mizuhara) e Armin (Kanata Hongô). Ele vive uma vida pacata, porém se incomoda com o conformismo das pessoas que haviam aceitado a sua condição de passar a eternidade dentro dos muros. Tudo muda com o aparecimento do Titã Colossal, uma criatura de cerca de 60 metros de altura, que supera o tamanho da muralha, de 50. Este Titã destrói o portão da cidade onde Eren vive, que ligava a muralha ao "mundo exterior". Com isso, uma grande quantidade de Titãs menores pôde entrar, ocupando grande parte do território até então pertencente aos humanos e matando e devorando quase toda a população. Após este trauma, o jovem jura exterminar os Titãs, e entra para as "Tropas de Exploração" para cumprir seu objetivo de exterminar todos os Titãs da face da Terra. Porém, ele não sabe que algo dentro dele pode ser a chave para salvar aqueles que ama - e decidir o futuro da raça humana.

Quem é leitor do blog já deve ter lido a coluna de animes de nossa querida colega Lidia, que falou sobre a obra original. Embora ela não goste tanto da primeira parte dele (os primeiros 13 episódios, mais especificadamente), não se pode negar que essa fase inicial é a responsável por dar o tom dramático, sangrento e tenso que a história precisa para se manter. É nisso que o filme se propõe a focar. Pelo menos, aparentemente.

Se você é fã de SNK, um aviso: existe uma chance MUITO grande de você se decepcionar assistindo esse filme. Apesar da premissa permanecer a mesma, existem algumas mudanças que se estendem muito além do que se imagina. Não só o fato de todos os personagens serem japoneses e possuírem em sua maioria cabelos pretos (na verdade, todo mundo é japonês nesse filme, deal with it), como algumas mudanças sérias no cerne dos personagens.

Armin perde boa parte de sua personalidade, sendo retratado apenas no seu papel de melhor amigo e os maiores lampejos de desenvolvimento de personagem são méritos mais do ator do que do roteiro. Eren, o protagonista, é um pouco menos irritante que sua versão original, além de contar com um pensamento que, embora ainda seja sonhador, possui um embasamento político que encaixa com o tom do longa. O verdadeiro problema é Mikasa.

Ela sem dúvida é um dos personagens favoritos de quem assistiu o anime ou leu o mangá, seja por sua determinação ou sua incrível história de embasamento. Aqui ela é unidimensional, inexpressiva (culpa em parte do roteiro e da atriz, que às vezes esquece de que deveria estar atuando) e apenas serve como criadora de conflitos emocionais com Eren e ser seu interesse amoroso, algo que a própria não merecia de forma alguma.

Os outros personagens coadjuvantes sofrem dos mesmos problemas dos coadjuvantes do anime: a falta de personalidade própria. Claro, contando que apenas a Capitã Hanji (no filme, por alguma razão bizarra, chamada de Hans) Jean e Sasha vem da obra original e os outros foram criados especialmente para o filme, alguns fanservices se resumem apenas a um andar de um ou a um apelido a outro. Decepcionante.

Os efeitos especiais usados nas cenas de ação e nos Titãs são uma combinação de efeitos práticos e CGI, que em alguns momentos impressionam (alguns Titãs são medonhos até demais) e em outros dão vontade de rir (os "voos" dos protagonistas conseguem ser estilosos e toscos ao mesmo tempo). O gore e o sangue também está presente em profusão, com tripas e pedaços sendo atirados na tela sem misericórdia.

O grande defeito no filme reside no fato de ser um filme incompleto. O nome do filme no Japão, para se ter uma ideia, é "Shingeki no Kyojin - Part 1". Sim, PARTE 1. A segunda parte, intitulada "Shingeki no Kyojin - Part 2: End of the World", estreia em setembro, e unidas elas formam um único longa (o trailer dela inclusive está ao fim desta primeira parte). Assim, o encerramento é bem feito (se você der um desconto, afinal, o filme é uma produção de baixo orçamento), mas é inconclusivo, e carece de emoção suficiente para empolgar completamente. Sem falar da falta de desenvolvimento de roteiro, que pula para as situações mais absurdas em questão de segundos, sendo a sequência mais bem construída a que abre o filme, com sangue, tensão e CGI na medida certa.

Em resumo, o saldo final deste primeiro filme de "Attack on Titan" é irregular. Contando com algumas cenas que se aproximam do nível épico da obra original, e com outros momentos bizarros (com direito a cena de sexo e peitinho '-' algo LONGE de aparecer no anime e no mangá), fica a esperança de que a segunda parte possa melhorar a imagem do longa e transformá-lo em pelo menos uma adaptação mais divertida e estruturada. é um filme que diverte pelo sangue e pelos momentos tensos, mas poderia ser bem melhor. Obviamente, não é tão ruim quanto algumas outras versões de anime para o cinema (como Gantz e Death Note), mas não chega perto ao nível de outras que beiraram a excelência (como Samurai X e Kuroshitsuji/Black Butler). Com esperança, espero para ver como a história irá se desenrolar.

NOTA: ☆ ☆ ☆

PS: Levi foi cortado tanto desta primeira parte quanto da segunda, pois ambas abordam o arco da Batalha de Trost. Ele foi substituído pelo personagem original Shikishima, interpretado pelo ator Hiroki Hasegawa. Ele é meio wannabe. Torço para que ele morra na Parte 2.

Sobre a substituição de Levi por Shikishima.

[Crítica] Quarteto Fantástico (2015): um reboot promissor, porém decadente


Título Original: Fantastic Four
Ano: 2015
Duração: 1 hora e 40 minutos
Direção: Josh Trank
Frase que resume o filme: Fantástico? Nem um pouco.

Olá, pessoas! Lucas aqui. Hoje a crítica é do último filme de super-heróis de 2015, 'Quarteto Fantástico', uma produção da 20th Century Fox baseada nos quadrinhos da Marvel.

Na trama, quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa e perigosa que altera as suas formas físicas de maneira surpreendente. Com suas vidas irrevogavelmente abaladas, eles precisam aprender a aproveitar as suas novas habilidades e trabalhar juntos para salvar a Terra de um antigo amigo transformado em inimigo (Toby Kebbell). Munidos desses poderes especiais, eles se tornam Reed Richards, o Senhor Fantástico (Miles Teller); Sue Storm, a Mulher Invisível (Kate Mara); Johnny Storm, o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e Ben Grimm, o Coisa (Jamie Bell).

Eu estava realmente torcendo por esse reboot. Mesmo tendo um certo carinho pelos filmes anteriores (ainda que eles sejam ruins), eu era do time das pessoas que não ficava se fazendo de fanboy e gritando aos quatro ventos: DEVOLVAM OS DIREITOS PARA A MARVEL STUDIOS e etc. Minha principal esperança era 'X-Men: Primeira Classe', que tinha trailers ruins e pôsteres horrorosos, além de uma trama meio estranha numa mistura de reboot com prequel. Porém, o resultado foi um filme incrível e referência em termos de filmes de super-heróis.

Bem, não foi o que aconteceu aqui.

Vamos nos focar primeiro nas coisas boas, que correspondem a mais ou menos à primeira hora do longa. O início mostrando a genialidade de Reed desde a infância e sua amizade com Ben é bem construído e bebe diretamente dos quadrinhos, mais especificadamente do Universo Ultimate. Quando chegamos aos dias atuais, temos o início da construção entre a relação familiar entre Sue e Johnny, e quando os personagens enfim se encontram, os atores parecem bem entrosados.

A viagem para a outra dimensão, a Zona Negativa (mas por algum motivo estranho e aleatório chamada no filme de Planeta Zero), apesar de contar com uma fotografia escura e que acaba deixando tudo mais parecido com um mundo alienígena estilo Zack Snyder/Warner Bros, é bem-feita, e as consequências dela (bem gráficas, por sinal) dão ao filme toques profundos de sci-fi old school e filmes de horror, algo que não se vê nos filmes do gênero, tendo um clima parecido com o que David Cronenberg colocava em seu filmes. A própria abordagem dos 'poderes' lembra como os mutantes se sentiam nos dois primeiros filmes da franquia X-Men. Esse diferencial garante um certo quê de novidade que dá ao longa uma profundidade surpreendente. Principalmente, as atuações de Miles Teller, Toby Kebbell como Victor Von Doom, Jamie Bell e Michael B. Jordan se destacam. Até nesse ponto do filme, eu tinha minhas esperanças colocadas para o alto. Foi quando acabou a primeira hora.

Aí, chegamos na parte ruim.

Uma das coisas que menos gostei em 'Vingadores 2' foram as conexões forçadas com o universo cósmico da Marvel e os cortes no filme que deram a impressão de que: ou ele passa rápido demais ou se torna sacal demais, tendo a relevância de um filler em uma série de TV ou de um anime, algo que não foi culpa do diretor, e sim do estúdio. Na minha crítica de 'Homem-Formiga', falei de que o filme se segurava bem ao focar em seu conteúdo original, mas que podia sentir a mão do estúdio nas cenas que o ligavam com o UCM.

No caso deste filme, a Fox não apenas pesou a mão no filme. Ela praticamente o retorceu. Brutalmente. Com 'Fatalities'.

Os quarenta minutos restantes destoam de uma maneira tão brutal que reforçam ainda mais os rumores dos bastidores que o diretor foi demitido e o terceiro ato foi refilmado. Os efeitos especiais, antes aparentemente dignos, se tornam, sendo o mais imparcial possível, inferiores aos da primeira geração do PlayStation 3 e sendo mais cruel, piores que PlayStation 2. O máximo de emoção que existe é causado pela trilha sonora apenas correta dos renomados Marco Beltrami e Philip Grass.

O vilão, que qualquer pessoa pode deduzir que é o Doutor Destino (afinal, isso aparece no trailer e o Quarteto não é um Groot ou um Hank Pym da vida), além de possuir uma motivação ridícula e um plano bisonhamente pífio, surge com poderes que são uma mistura de um Dr. Manhattan wannabe e o Avatar (Sim, de 'Avatar: A Lenda de Aang'), mas que mesmo assim consegue levar porrada de quatro adolescentes que nunca lutaram juntos e nunca treinaram qualquer tipo de ação em equipe, tudo isso em um clímax mal dirigido, mal-escrito (que raio de diálogo é '-Ele é mais forte do que qualquer um de nós!/Mas não é mais forte do que todos nós!' Hã? SÉRIO?), mal produzido e com um desfecho, além de previsível, altamente anti-climático e infantil, pior do que a própria Fox fez no final da primeira adaptação cinematográfica de Percy Jackson, em 2010. Até mesmos os atores (chamados às pressas para as regravações) estão visualmente desconfortáveis e longe de mostrarem a cumplicidade que demonstravam minutos antes em tela, sendo o personagem feito em captura de movimentos Coisa mais emotivo do que os outros nesse momento.

É triste porque os indícios colocados no início do filme davam a impressão que algo diferente e talvez até icônico estava a caminho. Mas, com a mania dos estúdios de não darem liberdade criativa a seus diretores, sem falar que o filme só foi produzido para a produtora não perder os direitos, geram uma obra que mesmo começando bem, desanda de uma forma apocalíptica - mais catastrófica do que a ameaça que os personagens principais tentam impedir.

Mesmo sendo um fã do Quarteto, e tendo um respeito enorme pela primeira equipe de super-heróis criada pela Marvel Comics, preferi a fidelidade com os quadrinhos um pouco de fora. Principalmente no caso do visual esverdeado do Doutor Destino. Jesus, meus olhos ainda ardem.

Honestamente, é revoltante ver uma empresa criar um produto mal-acabado e ainda transformá-lo em algo genérico e sem dinâmica, apenas para não perder os direitos. Como o próprio diretor do filme, Josh Trank, afirmou: 'Esse não foi o filme que eu filmei.' Quem sabe a versão original teria sido bem mais recebida e mais condizente com aquilo que o Quarteto merece, e não um longa inicialmente promissor, mas no final patético e bem, bem longe de ser chamado de 'fantástico'.

NOTA: ☆ ☆

PS: Ele nem tem uma cena pós-créditos para levantar o ânimo. Eles nem chamaram o Stan Lee para aparecer! É quase um crime.

Jennifer Lawrence comenta o novo Quarteto Fantástico: "Gente, ainda bem que sou dos X-Men!"

[Crítica] Homem-Formiga (2015): uma prova quase literal de que menos é mais


Título Original: Ant-Man
Ano: 2015
Duração: 1 hora e 57 minutos
Direção: Peyton Reed
Frase que resume o filme: Ainda é tarde demais para mudar o nome?

Olá, pessoas! Lucas aqui. Ontem tive a oportunidade de conferir a última produção de super-heróis da Marvel Studios desse ano, "Homem-Formiga", e venho trazer minhas impressões para vocês.

Na trama, o Dr. Hank Pym (Michael Douglas) é o inventor das Partículas Pym, uma fórmula que, junto com o chamado traje do 'Homem-Formiga', permite o encolhimento. Anos depois da descoberta, ele precisa impedir, junto com sua filha Hope (Evangeline Lilly) que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll), consiga replicar o feito e vender a tecnologia rebatizada como 'Jaqueta Amarela' para uma organizações terroristas, trazendo o caos ao mundo. Enquanto isso, o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd), depois de sair da cadeia, está disposto a reconquistar o respeito da ex-mulher, Maggie (Judy Greer) e, principalmente, da filha Cassie (Abby Ryder Fortson). Com dificuldades de arrumar um emprego honesto, ele aceita praticar um último golpe. O que ele não sabia era que tudo não passava de um plano do Dr. Pym que, depois de anos observando o hábil ladrão, o escolhe para vestir o traje do Homem-Formiga. Assim, Scott Lang precisa aceitar o seu herói interior e ajudar o seu mentor a planejar um roubo que vai salvar o mundo.

Uma das maiores qualidades deste filme é literalmente a sua menor escala. Nada de, como apontado no filme, derrubar cidades do céu ou impedir alienígenas de invadirem a Terra. A trama se resume a algo bem simples: uma tecnologia perigosa demais está prestes a ser vendida. Invada o local, roube-a e destrua os dados. Apenas isso. Porém, a história consegue ser bem mais profunda e divertida do que isso.

Obviamente, "Homem-Formiga" está bem mais ligado ao Universo Cinematográfico Marvel do que "Guardiões da Galáxia", não apenas às citações pontuais de certos personagens ou a uma certa participação especial que prefiro não comentar para não dar spoilers. O fato dele se passar na Terra também contribui. Porém, isso não significa que ele tenha o mesmo tom geral dos filmes da Marvel. "Homem-Formiga" está mais para uma comédia de assalto com leves toques de drama familiar e uma certo 'quê' de humor britânico, reforçado pela influência de Edgar Wright, que era o diretor do filme antes de ser substituído por Peyton Reed, ainda que ele esteja ainda creditado tanto no roteiro quanto na produção do longa. Se eu fosse deduzir algo, sugeriria que as cenas que ligam este filme ao UCM são as que não foram escritas por ele.

Por mais estranho que pareça, "Homem-Formiga" é um filme bem, mas BEM melhor do que o próprio "Vingadores: Era de Ultron". Ele não almeja grandes proporções e não tem medo de tirar sarro da própria premissa e de seus personagens, diferente da superprodução lançada em maio, que pecava pelo humor exageradamente deslocado e pela necessidade hollywoodiana de explodir tudo à lá Michael Bay. O próprio clímax deste filme, ainda que explosivo e cheio de ação desenfreada, é feito de uma forma brilhantemente contida e quase minimalista. Acreditem, nunca mais verei o Trem Thomas de 'Thomas e seus Amigos' da mesma maneira.

O elenco está fenomenal também. Paul Rudd (também conhecido como 'o marido da Phoebe de Friends') é dono de um timing cômico pontual e hilário, além de saber atuar perfeitamente bem tanto nas cenas de ação quanto nos momentos dramáticos da trama, especialmente os que envlvem sua relação com sua filha fofa, Cassie.

Michael Douglas destila arrogância e amor paterno de uma forma que alterna entre o explosivo e o comedido, algo que confere à sua atuação uma persona perturbada, porém ainda humana. Suas cenas com Evangeline Lilly (que brilha num papel que começa aparentemente pequeno, que depois, digamos, ganha suas próprias asas) são tocantes e um flashback dos anos dele como o primeiro Homem-Formiga é particularmente emocionante. O vilão de Corey Stoll (famoso pelas séries House of Cards e The Strain) não é exatamente bem desenvolvido, mas se sai melhor do que os ridículos Malekith, do segundo Thor; Ronan, de "Guardiões da Galáxia"; e ouso dizer, até mesmo do Ultron, de "Vingadores 2".

Em relação ao humor, nunca ele foi usado de forma tão orgânica e natural, melhor do que em qualquer outro filme da Marvel (sim, melhor do que em qualquer "Homem de Ferro" ou até mesmo o primeiro filme dos 'Maiores Heróis da Terra'). Quem em especial rouba a cena é Luis, interpretado por Michael Peña. Todas as cenas em que ele aparece são absurdamente engraçadas. Uma piada em especial envolvendo Titanic arrancou risadas de todo mundo no cinema.

Os efeitos especiais estão ótimos, principalmente nas cenas que envolvem crescimento e encolhimento rápidos. E se você não gosta de ver filmes em 3D, mas teme perder alguma coisa, não se preocupe. A versão 2D é ótima e não vai fazer com que perca nada do filme em si.

Em resumo (porque essa crítica ficou enorme), "Homem-Formiga" é uma experiência bastante válida, agradável e divertida de assistir. É despretensioso e até pode emocionar o mais propenso a isso. Sem dúvida, até agora é a melhor produção de super-heróis em 2015.

NOTA: ☆ ☆ ☆ ☆

PS: O filme possui duas cenas pós-créditos. A primeira é ótima e pavimenta o caminho para um provável "Homem-Formiga 2". A segunda vai fazer muita gente pirar no cinema. Apenas digo: de que lado você está?

[Crítica] Cidades de Papel (2015): engraçado, mas com interpretações que deixam a desejar.



Título Original: Paper Towns
Ano: 2015
Duração: 1 hora e 49 Minutos
Direção: Jake Schreier
Frase que resume o filme: Isso é uma cidade de papel. Com pessoas de papel. 

Oi pessoal, tudo bem com vocês?


A crítica de hoje é do filme baseado no livro de John Green “Cidades de Papel”, que teve seu lançamento adiantado em duas semanas devido à presença do autor no país para uma pré-estreia.

O enredo do filme segue o mesmo do livro. Quentin(Nat Wolff) é apaixonado por sua vizinha Margo(Cara Delevingne) desde criança. Eles eram grandes amigos quando pequenos, mas conforme vão crescendo, eles se separam e a comunicação torna-se cada vez menos frequente.

Em uma noite, Margo aparece na janela do menino e o convida a realizar nove coisas pela cidade com o objetivo de se vingar de seu ex-namorado e suas amigas. Crendo que a garota iria querer algo a mais no final, Quentin aceitar participar do plano maluco. Ao final da noite, Margo se despede e desaparece.

A família e os amigos ficam preocupados com o desaparecimento e Quentin tenta entender o motivo dele ter sido a última pessoa a vê-la. Inconformado, o menino reúne seus companheiros e embarcam em uma aventura para encontrar todas as pistas deixas pela garota tão misteriosa.

O que você achou do filme? Gostei pra caramba.
Veria de novo? Claro.
E a atuação dos atores?... Nada a declarar.

Mentira. Eu gostei da atuação dos atores, principalmente do ator Austin Abrams que interpreta o personagem Ben, deixando um teor extremamente cômico por causa das suas incansáveis tentativas de convencer seus amigos que não é mais virgem e ser cool. Todavia, o que mais me decepcionou foi a protagonista Cara Delevingne, com uma cara tão expressiva quanto de Kristen Stewart em Crepúsculo. A atriz não fazia o menor esforço para parece feliz ou triste, prejudicando bastante as cenas com Nat Wolff que pareceu dar o seu máximo para ter uma cara de menino americano bobo. Parabéns Nat, você conseguiu interpretar um cego e um menino com coração partido.



Como eu disse anteriormente, o filme é muito legal, com uma trilha sonora que vai de clássicos como Lady in Red para músicas Country, além de uma direção de fotografia impecável, Cidades de Papel consegue ser melhor que a adaptação cinematográfica anterior de John Green, A Culpa é das Estrelas, apenas por manter o público em maior sintonia com a história e não fazer milhares de pessoas chorarem no cinema.

PS: O final é diferente do livro, mas nada tão gritante.

PS2: Tem muito Papai Noel negro no filme. Deixaram essas cenas \0/

PS3: Tem uma participação especial no filme que vai deixar muita gente pirando o cabeção. 

[Crítica] A Escolha Perfeita 2 (2015): divertido e engraçado, embora não tanto quanto seu antecessor


Nome Original: Pitch Perfect 2
Ano: 2015
Duração: 1 hora e 54 minutos
Direção: Elizabeth Banks
Frase que resume o filme: todo Clube Glee precisa de seu Vocal Adrenaline.

Olá, pessoas! Lucas aqui. Hoje a crítica é de um filme que estreia apenas em agosto no Brasil, mas que eu já tive a oportunidade de conferir: : "A Escolha Perfeita 2", a continuação de um surpreendente sucesso de 2012.

A trama se passa exatamente três anos após o original. As Barden Bellas já foram campeões nacionais por três anos, e estão em pleno auge. Porém, quando um incidente hilário na festa de aniversário do Presidente dos EUA a faz motivo de chacota internacional, apenas o campeonato mundial de grupos a capella pode salvar as Bellas de sua extinção. Enquanto isso, Beca (Anna Kendrick) teme o futuro e tenta subir na indústria musical, apoiada por seu namorado Jesse (Skylar Astin) enquanto Amy Gorda (Rebel Wilson, ainda incrível) precisa decidir se ama ou não o arrogante e romântico Bumper (Adam DeVine).

Eu (e um monte de amigos meus também) sou um grande fã do filme original de 2012 (cuja crítica pode ler aqui), e mesmo ele tendo um final fechadinho, com uma ponta que não necessariamente precisava ser esticada para um novo filme, eu queria muito que houvesse uma continuação. Imaginem minha surpresa ao tal filme ser anunciado, e melhor: seria a estreia da atriz Elizabeth Banks (que brilha purpurina em todos os filmes de "Jogos Vorazes") na direção. E ela faz um trabalho competente, ainda que não demonstre muito parte de seu estilo.

A decepção começa em parte pelas músicas. Diferente do primeiro filme, que desde seu início mostrava uma força musical excelente, aqui as primeiras performances são sem graça e sem sal, sendo a primeira se salvando pelo seu desfecho hilário, e que gera toda a trama do filme.

O roteiro também não é lá essas coisas, com a novata Emily (Hailee Steinfield), que mesmo fofa, possui momentos caricatos demais para serem levados a sério. Sem falar que a "vilanização" do grupo a capella rival das Bellas, Das Sound Machine, não é lá muito bem conduzida, parecendo mais que eles são arrogantes. Sem falar que eles são muito bons, muitas vezes melhores do que as Bellas.

A melhor cena acontece no meio do filme, com um riff off 2.0 dentro da mansão de um milionário. Dessa vez os temas são mais hilários (não aguentei quando apareceu "Eu Namorei John Mayer" e começaram a cantar Taylor Swift) e essa cena além de ser super dinâmica, engraçada e bem escrita, dura bem mais que sua versão anterior, porém também termina mais rápido do que se gostaria. A canção original do filme, "Flashlight", também é uma ótima adição à trilha sonora, embora seja um tanto clichê e com uma batida não tão memorável.

As participações especiais de personagens do primeiro filme (o que são os comentários hilários feitos no improviso feitos por John Michael Higgins e a própria Elizabeth Banks? Meu Deus) e alguns rostos familiares acabam tornado a experiência de assistir "A Escolha Perfeita 2" mais divertida, porém não tanto quanto deveria ser. O final, ainda que previsível, traz um certo nível de emoção, mas a deixa para um terceiro filme é mais do que desnecessária.

Mesmo assim, ainda vale a pena se você for um fã, ou se apenas quer relaxar e dar umas risadas. Nisso, o filme cumpre seu dever.

NOTA: 3,5 Estrelas

[Crítica] Mad Max: Estrada da Fúria (2015): indo furiosamente aonde nenhum filme jamais esteve


Nome Original: Mad Max: Fury Road
Ano: 2015
Duração: 2 horas
Direção: George Miller
Frase que resume o filme: Eu vivo. Eu morro. Eu vivo de novo.

Olá, pessoas! Lucas de volta. Hoje vou retomar a coluna de filmes com sem dúvida o melhor filme de ação de 2015 (sim, o MELHOR): "Mad Max: Estrada da Fúria".

A trama se passa em um mundo pós-apocalíptico, nos confins de nosso planeta, em uma paisagem desértica onde a humanidade está em colapso, e quase todos lutam loucamente pelas necessidades da vida. Neste mundo de fogo e sangue, existem dois rebeldes em alta velocidade, que talvez possam restaurar a ordem. Há Max Rockatansky (Tom Hardy), um homem de ação e de poucas palavras, que busca paz de espírito depois da perda de sua mulher e seu filho após o caos. E há a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), uma mulher de atitude que acredita que seu caminho para sobreviver pode ser alcançado se ela cruzar o deserto de volta para sua terra natal.

Após ser capturado por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), um líder absolutista de uma comunidade dominada por uma religião bizarra, Max se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada por Furiosa, na tentativa se salvar um grupo de garotas de um destino cruel. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com um grupo.

Pra quem não sabe, este filme faz parte de uma franquia, também escrita e dirigida por George Miller, que tinha como protagonista Max o ator Mel Gibson. Porém, não é necessário assistir aos filmes anteriores para entender este novo Mad Max. Ele é um filme fechado em si mesmo, podendo ser encarado como um reboot ou entre o segundo e o terceiro filme da trilogia original.

Pra começar, este filme é absolutamente lindo e insano. A parte linda: muito do que se vê no filme foi feito com o mínimo possível de CGI, abusando dos efeitos práticos, não é a toa que algumas das cenas de ação do filme demoraram praticamente seis meses para serem filmadas. Isso se reflete na parte insana: sequências sangrentas de perseguições no deserto, seja de dia ou de noite, cheias de explosões, tiros e facadas; uma religião constituída em pessoas com câncer, adoração à Guerra e elementos nórdicos; tempestades feitas de areia e gasolina; além de um cego tocando uma guitarra lança-chamas e dezenas de homens tocando tambores em um caminhão-tanque de guerra.

Sim, é isso mesmo que você leu. Não, eu não estou brincando.

O mundo criado por George Miller é forjado em fogo e sangue (Os Targaryen curtiram isso). Das areias de um mundo devastado, as pessoas fazem o que podem para sobreviver, nem que isso seja matar todo mundo em seu caminho. E talvez essa seja a melhor coisa de "Mad Max: Estrada da Fúria": ele é honesto. Se você espera um filme de perseguição alucinada recheado de ação, vai ter exatamente o que deseja - e muito mais. Diferente dos erros cometidos por muitos filmes ao tentarem parecer mais grandiosos e mais inteligentes que seus anteriores (como o ocorrido em "Vingadores: Era de Ultron"), o filme de George Miller não tenta parecer inteligente. O objetivo é simplesmente jogar na cara do público o mundo surreal e louco que ele imagina para a Humanidade - futuro este horrivelmente não tão distante.

Existe um espaço, para o espectador mais atento às sobre linhas, para a crítica social. As frases ditas quase como mantras "Não somos objetos" e "Quem matou o mundo?" pelas garotas salvas por Furiosa do maligno Joe expressam bem que mesmo em um mundo sem leis, o ser humano ainda é quem é. Além da estruturação social dos outros grupos que vão aparecendo lentamente durante o filme.

O elenco está espetacular. Apesar do trabalho bastante competente de Tom Hardy como Max, que passa a maior parte do filme se comunicando com grunhidos, acenos e frases curtas, o grande destaque vai para Charlize Theron e sua Furiosa. Com um único olhar, ela emite da pura tristeza ao ódio mais ardente. O fato de ela não possuir um braço a deixa ainda mais forte e decidida, por muitas vezes roubando o posto de protagonista, afinal, ela é a grande força motriz da trama simples, porém bem orquestrada.

Rosie Huntington-Whiteley faz um trabalho muito surpreendente como a garota favorita de Joe, Esplêndida (considerando a falta completa de atuação dela no terceiro filme da franquia Transformers), mas quem se sobressai além de Hardy e Theron no filme são Hugh Keays-Byrne e o jovem Nicholas Hoult.

Hugh (que já havia trabalhado com Miller no segundo filme da trilogia original) faz um personagem asqueroso, maligno e manipulador, que controla a população miserável e seus chamados "Garotos de Guerra" ou "Kamicrazies" usando a água e a gasolina. Ele passa o filme inteiro com uma horrenda máscara no rosto, mas mesmo assim transmite uma atuação expressiva e repulsiva. Já Hoult, já um ator bem famoso em séries de TV e filmes, possui talvez o personagem mais trágico. Ele começa por um caminho cego, até de certa forma encontrar uma certa luz. Ele é o maior reflexo do mundo sujo e brutal: um inocente novilho criado por lobos famintos.

Aproveite o quanto antes e assista à "Mad Max: Estrada da Fúria". Prepare-se para sair do cinema brilhante e cromado, às portas do Valhalla.

PS: A trilha sonora de Junkie XL é fenomenal. Ele já havia feito a trilha da adaptação cinematográfica de "Divergente", ironicamente uma das melhores coisas do filme.

NOTA: 5 Estrelas

Top 10 Músicas de Filmes

Oi, gente! Para dar continuidade à Semana Temática, o Top 10 também é musical! Pensei em diversos temas para esse Top 10, e resolvi ficar com o "Top 10 Músicas de Filmes". O único problema é que as opções são infinitas e que eu tive que cortar várias músicas de filmes que eu gosto para concluir esse Top 10.


Não coloquei HSM no Top 10 (spoiler) mas pelo menos em gif eu tinha que colocar para diminuir meus sentimento de culpa por isso.

Cortei, inclusive, filmes que eu aaaaaamo (alô HSM) e ainda estou inconformada comigo mesma por ter feito isso. Sem mais delongas, eis o Top 10:


10° Lugar: The Hanging Tree - Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1




Não poderia deixar essa música completamente viciante de fora do Top 10. Além de que foi incrível ver a adaptação de uma música presente no livro "A Esperança" se tornar essa música incrível (já falei que é viciante?).

9° Lugar: Lost Stars - Mesmo Se Nada Der Certo








Confesso que não gostei tanto desse filme, mas a trilha sonora é incrível. E não podendo escolher entre uma das versões de Lost Stars, coloquei as duas.

8° Lugar: Can't Take My Eyes Off You - 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você



Essa cena ocupa um lugar todo especial no meu coração!


7° Lugar: Way Back Into Love - Letra e Música



<3

6° Lugar: Glory - Selma



Não, ainda não assisti a Selma, mas assisti a essa performance maravilhosa durante o Oscar e não poderia deixar de fora.

5° Lugar: The Sound Of Music - A Noviça Rebelde



Por falar em Oscar, como deixar de fora essa apresentação magnífica da Lady Gaga? Não sou fã dela, mas essa apresentação realmente "mitou" e essa música é um amorzinho <3


4° Lugar: Bella's Final - Pitch Perfect




Pitch Perfect não poderia ficar de fora do Top 10 de jeito nenhum! Vocês não entendem o quanto nós (todos os membros do blog) estávamos viciados nesse filme em 2013. Ok, 2014 também. Ooook, 2015 também. Porém, infelizmente o tempo para assisti-lo novamente está um pouco escasso. Então ouvir pelo menos as músicas já é uma boa forma de alimentar o vício.


3° Lugar: Beauty and The Beast - A Bela e a Fera



Sim, temos uma animação no Top 10! Não, não é nenhuma música de Frozen, e sim esse clássico da Disney <3


2° Lugar: Somewhere Over The Rainbow - O Mágico de Oz



Sou apaixonada por essa música. Existem muitas versões dela cantada por muitos cantores famosos, como a Beyoncé. Porém, decidi colocar aqui a minha versão favorita de todas, e que é, em minha opinião, uma das melhores (se não a melhor) versões já feitas. A Luiza deu uma doçura à música que nem a Judy Garland conseguiu dar na versão original do filme. Apenas ouçam e apreciem.


1° Lugar: Only Hope - Um Amor Pra Recordar




Antes de mais nada, preciso confessar algo. Na minha lista original, essa música estava em segundo lugar. Porém, fui procurar o vídeo para colocar aqui e lembrei o quanto eu amo essa música. Enquanto estou escrevendo esse texto, estou ouvindo-a pela 5ª vez seguida e só de lembrar do filme já fico emocionada. Esse filme <3 Essa música <3 Esses atores <3 A voz da Mandy Moore (como faço pra roubar pra mim?) <3 E a carinha do Landon enquanto ela canta??? Ok, vou parando por aqui. Caso ainda não tenha dado para perceber, amo essa música e esse filme e não poderia, de forma alguma, colocar outra música para ocupar o primeiro lugar.


Menção Honrosa: A Thousand Years - Saga Crepúsculo: Amanhecer



Gente do céu! Estou editando o Top 10 às 23:44 de Quarta-Feira, 25/03, simplesmente porque NÃO ACREDITO QUE ESQUECI DE INCLUIR ESSA MÚSICA NO TOP 10 ORIGINAL!!! Portanto, antes tarde do que nunca, e Christina Perri, a menção honrosa é toda sua, querida!

Semana Temática #02: Musicais!

Olá, pessoas! Nesse mês eu, Lucas, vou apresentar a Semana Temática para vocês. Vai ser sobre algo que eu admito possuir uma paixão meio descontrolada. Sem mais delongas, o tema dela é...

MUSICAIS!

(ou simplesmente... MÚSICA!)


Blaine aprova! (apesar de eu não aprová-lo...)
 A Marcella sugeriu o tema, já que hoje vai ao ar na TV dos EUA o series finale da série "Glee", uma precursora das séries musicais e que, com muitos fãs (e muitos haters), foi um marco da televisão mundial.

Minha conta cheia de milhões realmente se importa com sua opinião.

Ou seja: vamos sim falar de séries, animes, jogos e, acreditem se quiser, livros que abordem o tema "Música". Obviamente, também vai rolar um Top 10 especial e uma homenagem à "Glee" no final disso tudo. Desde já, esperando seus comentários!



Saiu o trailer do filme "Cidades de Papel"!!!

AAAAAAAAAAAAAAH, SAIU!!!!! AHSDGSTDGAIADUSHDYAG

Depois de muita, muita, MUITA espera, finalmente saiu o primeiro trailer de Cidades de Papel!!!

Confira:




Incrível, não? Agora é só esperar que julho chegue o mais rápido possível para podermos conferir essa maravilha da natureza com os próprios olhos. 
Por falta de palavras para expressarem o quanto esse trailer me deixou animada, deixo vocês com esse gif:

Eu, neste exato momento
Gente, sério. Estou chocada. Os cenários ficaram muito idênticos aos que eu imaginei, e o Nat Isaac Wolff aparentemente será um ótimo Quentin. Só não gostei muito da escolha da Cara para interpretar a Margo, mas esse trailer foi tão maravilhoso que não é o momento certo para reclamar sobre isso. Ok, apenas um comentário. Ela poderia ter usado pelo menos uma peruca para se manter um pouco fiel à Margo do livro, só acho...

Quase gêmeas!
Fora esse pequeno detalhe, não garanto nada sobre conseguir controlar minha ansiedade até julho. Basta esperar que a fidelidade ao livro seja mantida, como em A Culpa é das Estrelas.

Sejam fortes, nós conseguimos (ou não) aguentar alguns meses!

[Crítica] Simplesmente Acontece (2014): Mais uma lição de como NUNCA se fazer uma adaptação


Nome original: Love, Rosie.
Ano: 2014
Duração: 1 hora e 42 minutos
Direção: Christian Ditter
Frase que resume o filme: Se você beijar seu melhor amigo (a) enquanto vocês estiverem bêbados e ele (a) não se lembrar de nada no dia seguinte, conte para ele e evite anos de friendzone.

Oi, gente. Marcella aqui para falar sobre o filme "Simplesmente Acontece". Não sei se vocês lembram, mas mês passado eu fiz a resenha do livro que inspirou o filme (resenha aqui). E, finalmente, fim de semana passado, assisti ao filme. Gostaria de dizer que minhas expectativas sobre estar muito diferente do livro foram atendidas. Mas chegaremos a essa parte mais tarde.

O filme, tal como o livro, acompanha a vida dos amigos de infância Alex Stewart e Rosie Dunne, seus planos de vida e incidentes que interromperam esses planos, além de relacionamentos fracassados, decepções e momentos importantes da vida de ambos. E apesar de rolar um clima entre eles desde sempre (isso é perceptível no filme muito mais rápido do que é no livro), eles preferem continuar apenas na amizade por um looooongo (realmente loooongo) tempo, para o desespero da audiência.

Gostei bastante do elenco escalado para o filme. A Lily Collins interpretou uma Rosie ótima, a ponto de a minha implicância com ela (desde que ela fez o filme "Sem Saída", e, consequentemente, namorou o Taylor Lautner) sumir quase que por completo. E o que falar sobre o Sam Claflin lindo e maravilhoso? Bem... Ele estava lindo e maravilhoso! Menos no começo do filme, quando colocaram um cabelo horrível nele para parecer mais jovem (um dos problemas de contar uma história que acontece durante anos - 12, mais especificamente - com um elenco já adulto).

Analisando o filme como algo independente, ou seja, não inspirado em livro nenhum, eu o indico muuuito. Passei boa parte do tempo tentando ignorar as diferenças e apenas aproveitar. E deu certo! Passei quase todo o filme com um sorrisinho bobo no rosto e sofrendo com os desencontros e outros momentos tristes, apesar de já saber como terminaria. Então, se você gosta de filmes de romance, esse filme é muito indicado para você.


Nota final (para o filme isoladamente): 5 estrelas.

SELO Colin O'Donoghue de qualidade

Por outro lado... Se formos analisar a fidelidade com o livro... 

Que droga que fizeram com o livro, minha gente? 

Não vou me prolongar muito aqui e tentar não revelar muitos spoilers, mas não consigo deixar de comentar algumas diferenças básicas. Então, cuidado: se você ainda não leu o livro, eu recomendo que não desça a página, pois eu posso acabar revelando alguma coisa importante, mesmo sem querer.

~ Possíveis spoilers ~

1- No livro, a Rosie tinha um irmão mais novo ausente e uma irmã mais velha, que era super gente boa. No filme, transformaram eles em dois irmãos mais novos e extremamente pentelhos. Provavelmente porque é mais barato contratar uma criança extra do que uma adulta. Mas enfim.

2- A Katie NÃO é filha do Greg e o Greg só aparece muitoooo tempo depois (no livro).

3- Transformaram a mãe da Rosie em uma desequilibrada (no filme).

4- O Alex se muda um ano antes do final do ensino médio, com a família toda - e não sozinho para estudar em Harvard, apesar de posteriormente ele realmente conseguir a bolsa de estudos em Harvard - como no filme, e não aparece para formatura, onde seria par de Rosie. Por consequência, ela fica sem par e acaba indo para a formatura com Brian Chorão (percebam o nível da criatura), um amigo de infância de Alex. O que significa que a Katie é filha do Brian Chorão, não do Greg.

5- No filme, Alex não tem nenhum filho, sendo que no livro ele tem um tanto com Sally quanto com Bethany (e foi por esse motivo que ele casou com a Bethany. Além de querer ser promovido no trabalho, mas isso já é outra história).

6- No filme, tudo se resolve na vida deles na casa dos 30 anos. No livro, as coisas se resolvem apenas AOS CINQUENTA. Ok, talvez essa seja a única parte que eu gostei que tenham mudado, porque realmente foi muito estressante esperar, até porque no livro a história começa quando eles estão com 7 anos. Portanto, 43 anos de enrolação em 448 páginas. No filme, 12 anos de enrolação em 1 hora e 42 minutos. Muito melhor.

7 (e última) - essa daqui não altera exatamente em nada, porém resolvi colocar do mesmo jeito. No livro, a história se passa na Irlanda, no filme, na Inglaterra.

Vou parando por aqui, senão daqui a pouco vira um Top 10 no dia errado.


~ Fim de possíveis spoilers ~ 

Nota final (para a adaptação do livro em filme): 1 estrela. Afinal, pelo menos os nomes eles mantiveram iguais, né? (Exceto da irmã que virou irmão, e do Greg/ Brian Chorão etc etc).


SELO Colin O'Donoghue de desaprovação

A boa notícia é que o filme estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira, dia 5, então vocês já podem conferir por conta própria. Depois me digam o que acharam! Beijos


Mais um gif do Colin porque mais um pouco de Colin nunca é demais.


[Crítica] Cinquenta Tons de Cinza (2015): propaganda demais. Conteúdo de menos



Nome Original: Fifty Shades of Grey
Ano: 2015
Duração: 2 horas e 5 minutos
Direção: Sam Taylor-Johnson
Frase que resume o filme: Eu sou perturbado de 50 formas diferentes.

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para falar de um dos filmes mais esperados do ano: cinquenta Tons de Cinza. Com um roteiro muito melhor que o livro, com atores mais ou menos e uma duração demasiadamente longa para uma história não tão interessante, Cinquenta Tons de Cinza pode deixar muito gente com raiva por causa de seu final abrupto. O filme prometeu, prometeu e prometeu mais um pouco, mas não mostrou porque veio.

O filme conta a história de Anastasia Steele, uma jovem estudante de literatura que divide o apartamento com sua amiga. A partir da tarefa de fazer uma entrevista com o super bilionário Christian Gray, os dois se envolvem em um relacionamento conturbado, misterioso e diferente.
A roteirista fez mudanças muito boas na trama, como retirar a famosa “Deusa Interior” que não funcionaria muito bem no cinema. Entretanto, pecou ao “crepuscularizar” o filme, ou seja, deixou inúmeros traços que lembraram os filmes da Saga Crepúsculo. Um descuido? Uma homenagem? Hoje, no Globo Repórter.

Além disso, teve algo que me deixou muito intrigado. O FILME FOI ROMÂNTICO. Sim, isso mesmo. O filme usou e abusou do romance em todas as cenas, até nas que deveriam ser mais pesadas (Como colocar Crazy In Love no fundo). E falando nisso, muitas pessoas irão sair decepcionadas por causa das cenas de sexo que não foram explícitas como deram a entender pelos trailers, além da excessiva cronometragem em demostrar as relações sexuais. As cenas de masoquismo chegam a ser engraçadas e quase ridículas quando comparadas aos de Ninfomaníaca.


Os atores principais deveriam ter explorado mais as características básicas dos personagens, principalmente Jamie Dornan que não convenceu como Christian Grey. Foram substituídas praticamente todas as cenas em que ele demonstrava ser controlador e meio psicopata por cenas de um Christian mais romântico e carinhoso. Todavia, Dakota Johnson foi uma boa Anastasia. Com toda a sua transformação de pateta e boba para uma mulher sedutora, a atriz conseguiu emplacar e até colocar um tom meio cômico, favorecendo bastante o desenrolar.

Os próximos dois filmes já foram confirmados e Cinquenta Tons Mais Escuros tem previsão de lançamento para o ano que vem. Antes da estreia do primeiro filme, o diretor falou que seriam lançados duas versões: uma mais comportadas, que seria exibida na maioria dos cinemas, e uma mais explícita. Talvez o DVD venha com essas duas versões. Agora é só esperar.


PS: A trilha sonora do filme está muito boa.

[Crítica] Caminhos da Floresta (2014): muito além da magia e dos finais felizes


Nome Original: Into the Woods
Ano: 2015
Duração: 2 horas
Direção: Rob Marshall
Frase que resume o filme: Nem todo humano é bom, nem todo gigante é mau.

Olá, pessoas! Lucas mais uma vez aqui. Hoje trago a crítica de um filme que eu estava aguardando a um bom tempo, "Caminhos da Floresta" (ou como seu superior título original, Into the Woods). Ele estreia aqui no Brasil dia 29 de Janeiro, mas pude conferi-lo antecipadamente.

Esse filme é a adaptação de um espetáculo lendário da Broadway, criado em 1986, com músicas de Stephen Sondheim e texto de James Lapine, sendo que o filme foi roteirizado pelo próprio Lapine. Ele foi dirigido por Rob Marshall, um especialista em adaptações da Broadway para o cinema, vide "Chicago" e seus prêmios Oscar.

Na trama, em um reino distante, em uma pequena vila, vidas correm separadas, mas ligadas por algo simples: desejos. Uma jovem órfã chamada Cinderela (Anna Kendrick, absurdamente adorável), explorada por sua madrasta e suas irmãs, deseja apenas ir ao baile do rei; o pequeno João (Daniel Huttlestone, em uma atuação incrível) deseja apenas que sua vaca desse um pouco de leite; um padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt) desejam um filho; a pequena Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford, estranha porém surpreendente) quer apenas um pouco mais de doces em sua cesta, para levar à sua avó - e satisfazer a sua gula.

Tudo muda quando uma poderosa bruxa (Meryl Streep, fazendo valer sua décima-nona indicação ao Oscar) invade a casa do padeiro e lhe informa algo aterrorizante: sua família fora amaldiçoada por ela, sendo todos os homens estéreis. Para quebrar a maldição o padeiro e sua esposa devem recolher quatro itens: uma vaca branca como leite, uma capa vermelha como sangue, um cabelo amarelo como milho e um sapatinho puro como ouro. Tudo isso em três noites, por dentro da floresta que fica ao redor da vila. A partir daí, histórias começam a se entrelaçar, ao mesmo tempo em que finais felizes começam a ser construídos - e destruídos.

A única palavra que pode descrever sem dúvidas é: surpresa. Tudo nesse filme soava como uma espécie de episódio estendido com efeitos decentes, porém com músicas, de "Once Upon a Time". O fator Disney também causa uma certa estranheza. Mas, minha pouca experiência com musicais da Broadway me deu esperanças, e não foi à toa. Into the Woods é, na verdade, uma grande crítica disfarçada de musical infantil.

Não se engane pelo início adorável e sincronizado, com a música que dá título ao filme, "Into the Woods", nem pelo humor muitas vezes espalhado com certa maestria. O filme sem dúvida é como um lobo em pele de cordeiro. Conforme mais camadas vão sendo tiradas, se percebe algo escuro por dentro. Se por um lado tememos a bruxa, em outra cena chegamos a sentir pena dela, vide a cena da música "Stay With Me". Se rimos do Príncipe Encantado (Chris Pine em uma atuação canastrona e divertida) e de seu irmão (chamado literalmente de O Outro Príncipe, interpretado com certo encanto por Billy Magnussen) na performance escrachada de "Agony", ou celebramos a inocência não tão inocente de João na famosa "Giants in the Sky", o lado sombrio de todos os personagens ditos bons emerge em uma das últimas músicas, "Last Midnight".

"Vocês não são bons nem ruins, são legais.
Eu não sou boa ou legal, só estou certa."

A performance dos atores casa muito bem com as músicas, principalmente James Corden, que interpreta um dos personagens com mais decência, e sua a correta porém gananciosa esposa interpretada com vividez por Emily Blunt, e MacKenzie Mauzy, com uma Rapunzel apaixonada, porém decidida. Obviamente, é Meryl Streep que carrega uma grande parte do brilho do filme, oscilando entre maldade e bondade em um olhar ou movimento da mão. Ela é quase uma mistura do vilão com o tutorial de um jogo divertido, porém perigoso.

Há um certo "quê" de realismo no filme, mesmo ele sendo em mundo cheio de magia. O visual é encantador, porém às vezes soturno. Há uma sujeira no mundo, e ela se reflete nos contos de fadas. O fato de explorarem o fato de todos os personagens não serem essencialmente bons é bem impressionante para uma fantasia. No meio de todo encantamento, existe espaço até mesmo para um quase-adultério, mutilações e assassinatos, somando-se a isso até mesmo uma tocante discussão moral sobre bondade e maldade, erros e acertos, na música "No One is Alone". No fim, tudo parece ser bem mais maduro do que o esperado.

Porém isso não livra o filme de erros. O fato de boa parte dos arcos narrativos, tanto o principal, quanto os paralelos, serem encerrados bem antes do final quebra o ritmo e deixa a sensação de que o filme é mais longo do que aparenta. Os furos na história, alguns discretos e outros gritantes - principalmente o do encerramento da história da Rapunzel e sua ligação com o arco central - quase que ofuscam os grandes acertos do filme. Sem falar do pouco aproveitamento de certos atores, como a participação quase que minúscula de Johnny Depp com seu Lobo Mau, ainda que a execução de seu número musical, "Hello, Little Girl", seja espetacular. Provavelmente se deve ao fato do musical original (uma ótima versão ao vivo legendada pode ser baixada no YouTube) ter um pouco mais de duas horas e meia, sendo que praticamente meia hora de história (e até personagens) foi perdida no salto dos palcos para as telas de cinema.

Porém, as reviravoltas finais, que literalmente tiram o chão de todos os protagonistas, mostrando as consequências dos desejos de todos eles, é que trazem mantém parte do encantamento. A sensação ao terminar de assistir esse musical é incompleta, porém satisfatória. A mensagem ao final, um alerta tanto para as crianças, quanto para os adultos, pode parecer simples e até mesmo clichê, mas continua poderosa.

"Cuidado com o que deseja. Desejos não são de graça."

NOTA: 4 Estrelas

[Crítica] Garota Exemplar(2014): o filme em que o Ben Affleck não ficou (tanto) com cara de bobo.



Nome Original: Gone Girl
Ano: 2014
Duração: 2 horas e 29 minutos
Direção: David Fincher
Frase que resume o filme: Como todos sabem, a minha mulher, Amy Elliot Dune, desapareceu há três dias atrás.

Confira a resenha do livro aqui

Oi pessoal. Bruno aqui.

A crítica de hoje será do filme Garota Exemplar, do diretor David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button, Clube de Luta, A Rede Social) e que conta com um elenco incrível como Ben Affleck(É.Fazer o que?), Rosamund Pike e Neil Patrick Harris.

Nick Dunne (Bem Affleck), depois de receber um telefonema de um vizinho que diz ouvir alguns barulhos estranhos de sua casa, depara-se com uma situação muito complicada: sua mulher, Amy (Rosamund Pike) desapareceu no dia de seu aniversário de casamento e o único suspeito é ele. Com uma cena montada de briga dentro da residência e a cada nova descoberta da polícia, é comprovado que Nick sequestrou sua mulher e, provavelmente, a tenha assassinado, mesmo afirmando ser inocente.

Os dois personagens centrais são bastante peculiares. De um lado, temos Nick, um sujeito frio e com alguns traços de sociopata. Durante o desaparecimento da esposa, ele não demonstra muita preocupação, além de cometer alguns erros não só como sorrir durante uma coletiva de imprensa como também bater fotos com “fãs” do casal. Do outro lado, temos Amy, a simpática e bondosa dona de casa americana, pelo menos é como ela se auto-descreve. Durante a trama, é possível ver a evolução dela de mulher-feliz-com-o-casamento para mulher-com-medo-do-marido.

Entre as cenas do presente, no filme, podemos ver a história no ponto de vista de Amy, ou Amy Exemplar, de acordo com suas anotações em um diário desaparecido. Nele, é notável a relação conflituosa em que o casal vivia, mais uma vez a culpa caindo em seu marido. Então dúvidas surgem durante o desenrolar:
• Quem está falando a verdade?
• O que realmente aconteceu com Amy?
• Se Nick é realmente inocente, como todas as evidências são contra ele?

O roteiro do filme foi escrito pela própria autora, dando um pouco mais de esperança para uma adaptação adequada e fazendo com que mantivesse todos os mistérios do livro. Apesar de algumas mudanças no final (Nada que tire a qualidade do filme), a adaptação cinematográfica é um dos melhores filmes do ano, principalmente por ter um elenco impecável. Com um desfecho de tirar o fôlego, Garota Exemplar veio para ser um enorme sucesso de críticas.

PS: Se a Rosamund Pike não ganhar um Oscar como melhor atriz, me despeço do mundo na hora.

PS: O final do filme faz um tributo a Carrie – A Estranha.

Nota: 5 estrelas


SELO Jennifer Lawrence de Qualidade!

[Crítica] Operação Big Hero (2014): o mais novo filme da Disney, mas sem o 'Let it Go' dessa vez


Título Original: Big Hero 6
Ano: 2014
Duração: 1 hora e 42 minutos
Direção: Don Hall, Chris Williams
Frase que resume o filme: La, La, La, La

Oi povo. Bruno aqui depois de um longo e tenebroso inverno. 

A crítica de hoje é da mais nova aposta dos estúdios Disney: operação Big Hero. O filme junta ação, emoção, drama e uma boa dose de gargalhadas. Mas essa não é a fórmula mágica de sempre dos filmes da Disney? Sim, porém 'Operação Big Hero' tem um diferencial, pois não é musical. Depois do ENORME sucesso de ‘Frozen: uma Aventura Congelante’(Que até hoje não vi o motivo de tanta coisa. Não passa de uma cópia de O Rei Leão), acredito que os produtores foram muito corajosos em tentar algo novo.

A trama conta a história de Hiro Hamada, um jovem de 13 anos que é um gênio da robótica e que perde o irmão, Tadashi, em uma estranha explosão em uma feira de exposição de novos projetos tecnológicos. Entretanto, o garoto encontra o inacabado projeto de seu irmão falecido, um robô-médico chamado Baymax. Com ele, tenta descobrir os motivos que levaram ao incidente, entretanto precisa da ajuda de seus amigos nerds quando se depara com um vilão, muito parecido com o Mister M, que roubou a sua ideia super revolucionaria. 

Eu já tinha visto o trailer desse filme e talvez tenha gostado do Baymax um pouco, mas durante o filme, pensei seriamente em comprar o boneco dele que vendia no cinema. Ele, simplesmente, da a graça ao filme inteiro, seja por seu tamanho exageradamente grande e fofo, seja pela sua obsessão em cuidar dos males das outras personagens, principalmente nos momentos mais complicados e inesperados.

‘Operação Big Hero’ é o filme com mais ação da Disney, fato motivado por ser baseado em uma HQ da Marvel de mesmo nome. Com cenários futuristas e brigas de robôs, o filme emplaca, em minha opinião, como a melhor animação do ano e uma das melhores já feitas, perdendo apenas para ‘Toy Story 3’, e com grandes chances de almejar o Oscar ano que vem.

PS: A Kefera é uma das dubladoras do filme e, mesmo gostando muito dela, não a reconheci no filme. Que triste :-(

PS2: Não assistam em 3D. Não vale a pena.

Nota: 4,5 Estrelas

SELO Jennifer Lawrence de Qualidade!

[Crítica] Como Treinar o Seu Dragão 2 (2014): aventura "de mais", história "de menos"


Título Original: How to Train Your Dragon 2
Ano: 2014
Duração: 1 hora e 42 minutos
Direção: Dean DeBlois
Frase que resume o filme: se é pra escolher um Alfa, prefiro os de Teen Wolf #prontofalei

[VOU COLOCAR SPOILERS DO FILME AQUI, PARA O CASO DE QUE VOCÊ, LEITOR OU LEITORA, NÃO TENHA VISTO OU NÃO SE IMPORTE.]

Olá, pessoas. Lucas de volta. Sim, sei que já faz muito tempo desde que eu, o Bruno ou a Duda postamos algo aqui, Aproveitando um pequeno buraco na minha rotina dormir-estudar-dormir, vamos à crítica de umas das animações mais aguardadas dos últimos anos, "Como Treinar o Seu Dragão 2".

Na trama da continuação, cinco anos após convencer os habitantes de seu vilarejo que os dragões não devem ser combatidos, Soluço (Jay Baruchel) convive com seu dragão Banguela. e estes animais integraram pacificamente a rotina dos moradores da ilha de Berk. Entre viagens pelos céus e corridas de dragões, Soluço descobre uma caverna secreta, onde centenas de novos dragões vivem. O local é protegido por Valka (Cate Blanchett), mãe de Soluço, que foi afastada do filho quando ele ainda era um bebê. Juntos, eles precisarão proteger o mundo que conhecem do perigoso Drago Sanguebravo (Djimon Hounson), que deseja controlar todos os dragões existentes.

Já me preparando para ser atacado, vou dizer que eu estava mais do que pronto para amar esse filme. A cada crítica positiva, a cada indicação apaixonada de familiares e amigos, elogios e tudo o mais, eu estava convicto de que veria uma animação com um nível de emoção próximo ao do espetacular "Toy Story 3".

Infelizmente, isso não é o que acontece. Na verdade, mal chega perto.

Já me preparando para alguém vir me esculachar nos comentários, afirmo veementemente uma coisa: "Como Treinar o Seu Dragão 2" não é um filme ruim. Tem personagens ótimos (como o pai de Soluço, Stoico, que analisando de forma coerente é o melhor personagem dentre todos, diferente do primeiro filme) e momentos de humor incríveis. As cenas de ação empolgam, e o visual é arrebatador.

Uma pena que o roteiro seja mais raso do que propaganda eleitoral.

Sim, odiei o roteiro do filme. Valka, a mãe de Soluço (esconder sua presença no filme é ridículo. Deus, ela aparece no trailer!) poderia ser processada pelo Conselho Tutelar com forças. O argumento dela para abandonar o filho bebê e o marido ("ninguém me entende, tá vendo esse dragão que está tentando comer sua esposa? Abrace-o! Ah, não vai? Ok, Vou embora no primeiro dragão que não me matar". E ela vai) é pífio e mal-justificado. O fato de Soluço aceitar isso de uma forma tão rápida já mostra a falta de convicção do protagonista, diferente do que ele havia apresentado no primeiro filme, quando era, ironicamente, mais jovem e imaturo.

A verdade é que parece que faltou desenvolvimento. A sensação que fica ao assistir o filme é que pelo menos meia hora foi cortada, privilegiando as cenas de ação para entreter as crianças mais novas.

Outro defeito é a mitologia. Já começando os spoilers, aquele dragão branco gigante que aparece no trailer do filme é um dragão Alfa, o mais poderoso e o que controla todos os dragões ao seu redor.

Tão poderoso que ao lutar com outro Alfa (sim, existem dois. O branco do bem e o preto, do mal. Racismo ou clichê?), morre em menos de cinco minutos.

Mas nem tudo isso chega perto do grande impacto do filme, que ocorre na segunda batalha do filme (num caminho à lá Transformers, este filme possui DUAS BATALHAS ÉPICAS CHEIAS DE EMOÇÃO E CORAGEM, ONDE NOSSOS HERÓIS TEM QUE DERROTAR ESSE VILÃO SEM BRAÇO DO BARULHO!).

[O MAIOR SPOILER DO FILME É AQUI. AVISO LOGO. CASO NÃO QUEIRA SABER, PULE PARA O AVISO DE "FIM DE SPOILER".]

O novo Alfa acaba virando o Dragão Gigante Preto do Mal, que com seus poderes supremos, acaba dominando Banguela e fazendo-o tentar matar seu amigo Soluço. Para salvar a vida de seu filho, o Stoico se joga na frente e morre com UMA BOLA DE FOGO DO MELHOR AMIGO DO FILHO.

Eu queria ter chorado. Queria ter me sentido triste.

O máximo que me senti foi quando Hannibal Lecter encara alguém.

Claro que isso não pode ser o pior. Pouco tempo depois de matar o pai do melhor amigo, Banguela se liberta do poder do Alfa. Pensei logo: "isso vai gerar um conflito longo. Eles obviamente vão virar amigos, mas nunca do mesmo modo, e talvez tenham que recomeçar tudo de novo." E este filme me engana durante oito segundos, numa reação raivosa do Soluço, só para depois ele estar correndo atrás do seu amigo dragão.

CARAMBA. O dragão acabou de MATAR o pai dele e ele perdoa o dragão em, tipo, 30 segundos?!

Muitas justificativas surgem. "Ah, Lucas, mas é filme para criança." Respondo a essa afirmação com um "vá assistir 'Up - Altas Aventuras'. Depois fale comigo." Também tem a "o perdão é algo tão bom que não pode demorar." A essa pessoa, eu indico que veja ou reveja o primeiro "Toy Story".

"Ah, Lucas, você só está citando desenhos da Pixar!"

Ok. Veja "A Viagem de Chihiro". Veja "O Gigante de Ferro". Está bom o suficiente?

"Ele estava hipnotizado!"

A menina de "O Exorcista" estava possuída e nem depois que ela voltou ao normal, tudo ficou bem em TRINTA SEGUNDOS.

[FIM DE SPOILER.]

Para deixar claro, eu gostei relativamente do filme. Vai ganhar o Oscar de Melhor Animação? Provavelmente. Merece? Nem um pouco.

Uma pena. Eu realmente esperava mais.

NOTA: 2,5 Estrelas


Jennifer sobre o filme, avisa: "Não é lá essas coisas!"

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